Olhando para Angeline Jolie, com suas curvas de beleza grega, seus lábios que já fizeram muitos marmanjos – desde Hackers – suspirarem, fica difícil imaginá-la como uma das vilãs mais macabras de umaMalévola Poster história Disney. Porém, lembrando dos recentes sucessos de Espelho, Espelho Meu (Julia Roberts) e o mais enigmático Branca de Neve e o Caçador – onde Charlize Teron rouba praticamente o filme inteiro – a ideia já não parece tão absurda. E no caso da relação entre a bruxa que dá título ao filme e a Bela Adormecida há algo de novo que a Disney vem tentando fazer, cujo melhor exemplo hoje em dia é a animação Frozen: a mulher não é mais o lado mais fraco, mas o lado que decide. E qual melhor atriz para esse papel do que a bela “Angeline ativista Jolie”, um ser humano que não discursa em vão, mas que de fato ajuda os mais necessitados?

Aqui, além dos homens desempenharem um papel em segundo plano, as mulheres possuem personalidades mais complexas, sobretudo Malévola. Além disso, a passagem do tempo desempenha um papel primordial para que acreditemos nas mudanças de atitudes dos personagens. Não dos homens. O principal personagem masculino se limita a nutrir um ódio vingativo pela simples sede de poder, algo tão banal que curiosamente antes era a característica principal de uma bruxa má.

Aliado a tudo isso, uma direção de arte fabulosa aproveita os efeitos visuais ao máximo para conseguir harmoniosamente criar um reino mágico com diferentes criaturas, incluindo incríveis fadas do tamanho de Sininho – ops, desculpem os mais novos: Tinker Bell -, mas com rostos humanos. Para quem gosta de admirar figurinos, também não é possível ignorar as diferentes vestes de Malévola em suas duas fases da história.

Malévola Crítica

Por fim, o que garante uma experiência acima da média é a dicotomia revisitada do bem contra o mal. Não podemos dizer que não há o mal aqui representado, mas ele faz parte de um personagem que está no passado e cujas ações foram reavaliadas pelo eu presente, o que é muito interessante. Quantos de nós não revisitou alguma ação passada e se questionou se hoje em dia seria capaz de tal feito? É esse conceito da maldade que destrói um futuro que torna Malévola um filme sobre questionamentos morais, o que para um filme da Disney está de muito bom tamanho.


“Maleficent” (EUA, 2014), escrito por Linda Woolberton, dirigido por Robert Stromberg, como Agelina Jolie, Elle Fanning, Sharlto Copley, Lesley Manville, Imeld Stauton, Juno Temple e Sam Riley


Trailer – Malévola

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