Terremoto: A Falha de San Andreas Filme

Terremoto: A Falha de San Adreas

Hollywood não se cansa de destruir o mundo. Já o queimou, já o viu ser invadido por extraterrestres, seu núcleo entrar em crise, já até congelou tudo em uma hecatombe climática. Também já Terremoto: A Falha de San Andreas Posterdestruiu um monte de lugares com terremotos, e Terremoto: A Falha de San Andreas sabe bem disso. Por isso mesmo acerta na mosca na hora de tocar no mesmo ponto.

Dirigido por Brad Payton, de Viagem 2: A Ilha Misteriosa e escrito por um dos roteiristas da série Lost, Carlton Cuse, o que o filme estrelado por Dwayne (“ex-The Rock”) Johnson faz de melhor é sua lição de casa. Com um orçamento cheio de dígitos que deve ter vindo com o nome desses três, o objetivo principal de A Falha de San Andreas é justamente usar todo esse dinheiro para criar algo que não pareça ter sido feito ainda. Não em termos de história, mas sim em termos de diversão.

Não do lado da trama, pois sempre há muito pouco a se fazer em situações como essa: um terremoto na famosa falha que dá nome ao filme e que promete remodelar boa parte da Costa Oeste americana. No meio disso “The Rock” é Ray, uma espécie de bombeiro especializado em salvamentos de helicóptero em Los Angeles, mas que em meio a toda catástrofe acaba tendo que correr contra o tempo e chegar a São Francisco para resgatar sua filha (Alexandra Daddario).

De modo simples, o objetivo de Payton e Cuse é criar a maior quantidade possível de obstáculos para o herói. E isso não é exagero. Tudo mesmo! E para quem está em busca de ação, não há nada melhor que essa apelativa vontade de divertir seu público.

Até o 3D (em tempos tão desgastados) funciona. Portanto, a não ser que a ideia seja ver toda e qualquer mentira e impossibilidade durante um terremoto em escalas escancaradamente exageradas, fuja de A Falha de San Adreas. Já o resto do público, corra para os cinemas.

Terremoto: A Falha de San Andreas Crítica

Corra e dê de cara ainda com um diretor extremamente cuidadoso, que força um monte de cenas épicas, multidões e multidões sendo esmagadas por escombros e ainda um punhado de sequências incríveis, como quando sua câmera invade o alto de um prédio por um janela e permanece sem cortes enquanto acompanha a ex-esposa do protagonista (Carla Gugino) fugindo em meio a mais tremor em Los Angeles. Do mesmo jeito que não economiza em efeitos digitais enquanto voa em meio aos prédios tombando ou vê a Represa Hoover se transformar em pedaços.

E se tudo isso te soa exagerado, talvez realmente não seja o tipo de filme que você possa esperar, mas ainda assim se ele cruzar seu caminho, será difícil fugir tanto do roteiro acertadinho de Cuse e todo aquele esforço de “destruir a metade do país para juntar uma família”, quanto do charme canastrão de “The Rock” e no como ele dirige todo e qualquer veículo que cruze seu caminho, ultrapasse um tsunami ou pule de paraquedas com a calma e a tranquilidade de quem estivesse penteando o cabelo.

Ok, ele não tem cabelo, assim como Terremoto: A Falha de San Andreas não tem vergonha nenhuma de ser um acertado, divertido, empolgante e visualmente incrível, bom e velho filme catástrofe. Afinal, se Hollywood adora destruir o mundo, nada melhor do que fazer isso assim, do jeito que o espectador gosta.


“San Andreas” (EUA, 2015), escrito por Carlton Cuse, dirigido por Brad Peyton, com Dwayne Johnson, Carla Gugini, Alexandra Daddario, Ioan Gruffudd, Archie Panjabi, Paul Giamatti e Hugo Johnstone-Burt.


Trailer – Terremoto: A Falha de San Adreas