Southland Tales

Southland Tales Filme

Se no momento que Donnie Darko mostrou a cara para o mundo, virou um cult instantaneo, com toda suas andanças pelo tempo e pelo espaço, Southland Tales, projeto seguinte do mesmo diretor, Richard Kelly, já dever ter ganho o título de “besteira sem pé nem cabeça”. A única coisa que não deixa o espectador desistir de ver o filme até seu final, é a esperança de em algum momento alguém explicar toda aquela insanidade apocalíptica-futuristica-espaço-temporal-meio-musical.

Muito mais uma grande crítica ao momento politico dos Estados Unidos que uma narrativa concisa, e mesmo assim ainda se perdendo em um futuro alternativo risível e exagerado demais, talvez fosse até  uma comédia satírica, que acaba não tendo graça, ou um ficção científica sem um único propósito.

Veja por curiosidade pura e simples, e talvez para dar de cara com um elenco interessantíssimo, cheio de caras conhecidas e até boas atuações (de verdade, sem ironia!).


idem (EUA, 2007) escrito e dirigido por Richard Kelly, com Dwayne Johnson, Christopher Lambert, Mandy Moore, Sean Willian Scott, Jstin Timberlake e Sarah Michelle Gellar


1 Comment

  1. Eu gostei e entendi depois do “segundo sacrifíco” em assistí-lo, pois sou fã de Richard Kelly e, realmente, “desceram a ripa” neste e no The Box. Richard Kelly e David Lynch fazem filmes como experiências visuais e plásticas. Não necessariamente para ser compreendidos. Porém, Southland Tales é mais simples do que se pensa. Contém SPOILERS – Após a terceira guerra mundial os cientistas estudam e descobrem um tipo de combustível alternativo, denominado carma fluído. As ondas oceânicas servem de combustível para aquela geringonça que produz carma fluído. Porém, o funcionamento dela acarreta a desaceleração planetária e uma fenda na quarta dimensão, ou seja, uma espécie de máquina do tempo no deserto. Os cientistas enviam Boxer Santaros para a experiência de encontrar a si mesmo no futuro e no passado (os macacos falharam porque não têm alma, que besteira rsssss!) Boxer Santaros do presente é morto por Serpentine, a acessora dos cientistas e quem permanece vivo é o Boxer Santaros do futuro. Porém, Boxer Santaros foi conduzido por Ronald que encontrou seu eu futuro ou Roland (outro artifício do diretor). Ronald e Roland estão vivos no presente e nas mãos dos neomarxistas, porém Roland ainda não sabe da existência de Ronald. Boxer Santaros retorna com amnésia do deserto e pouco a pouco vai descobrindo quem é. Escreve um roteiro para um filme sobre o fim do mundo. Este roteiro é divulgado para todos (no sense total) e os cientistas (que se revelam neomarxistas depois) sabem dos detalhes através dele. Nos minutos finais, Boxer Santaros descobre o corpo do eu passado (ou presente para ele) que foi incinerado por Serpentine, entendendo também que ele é eu futuro e por isso sabe como o mundo acaba. Roland começa, lentamente a descobrir quem é (o eu futuro) e quer encontrar o eu presente, Ronald (quem sou? Isso não é da sua conta) O carma fluido injetável, por ser uma espécie de droga que altera a estrutura corporal e mental, dando acesso à quarta dimensão e aos demais eus das pessoas, serve como caminho para rastrear e encontrar Ronald, por isso, Roland injeta a droga. Sabe que Ronald vai tentar se matar por remorso e culpa pelo que fez ao piloto Abilene no Iraque e quer evitar a morte do eu presente e futuro. Porém, se os dois apertarem as mãos, gera um colapso na quarta dimensão (teoria da física quântica novamente) e o mundo acaba ou se funde? Eis o mistério, porém é teoricamente impossível a existência de dois eus no mesmo espaço e tempo. Quando eles apertam as mãos, o furgão sobe até o Zeppelin do barão com o agente neomarxista e terrorista. Como os neomarxistas conhecem o futuro pelo roteiro de Boxer Santaros, sabem que a chance de “acabar com o capitalismo e o totalitarismo” é explodindo o Zeppelin naquele momento. Há uma segunda alternativa, se o atentado falhar ou seja, divulgar o vídeo de Boxer Santaros e Krysta transando, desmoralizando a célula capitalista nas próximas eleições. Porém, o roteiro escrito pelo Boxer Santaros do futuro não falha e o terrorista acerta o Zeppelin, assassinado os capitalistas com os cientistas neomarxistas (numa espécie de sacrifício pela causa) e “é assim que o mundo acaba, não num choro, mas numa explosão”. A explosão do zeppelin. Roland convence Ronald a não se matar, afinal ele “é cafetão e o cafetão nunca morre”. Frente ao vórtice da quarta dimensão, Roland e Ronald tornam-se um só com as mãos apertadas (noto que o reflexo de Ronald desaparece do olho de Roland neste momento) e o messias de um novo mundo. E o mundo acaba ou não no colapso da quarta dimensão? Resta a dúvida e o resto são sátiras e acontecimentos isolados para piorar ou melhorar um filme que tem seus altos e baixos, mas, para mim o saldo é positivo. Dá um sono danado na primeira vez que se assiste e poderia se chamar Sleepland Tales como título alternativo. Fato curioso é que Rebekah Del Rio canta o hino americano em Southland Tales e “lla lorona de los angeles” em Mulholland Drive. Excetuando Rabbits, sitcom do próprio David Lynch, são as duas únicas aparições como atriz em filmes e segundo o IMDB.

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