Os Cavaleiros do Zodíaco – A Lenda do Santuário

Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário

É extremamente complicado falar de Os Cavaleiros do Zodíaco – A Lenda do Santuário. Os fãs irão encher os cinemas e gritar a cada aparição de um dos personagens (assim como xingarão cada uma dasOs Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário Poster mudanças, que não são poucas), do outro lado da equação… bom talvez não exista um outro lado da equação, já que, muito provavelmente, ninguém irá “se aventurar” nessa adaptação sem nunca ter ouvido falar do desenho.

O curioso é, justamente, que A Lenda do Santuário parece ter sido modelado muito mais para esse “marinheiro de primeira viagem” do que para os fãs. Então, ninguém “sem experiência” entrará no cinema e ficará perdido diante de alguma referência ou citação de outrora. Na verdade o filme acaba até sendo bem ajustado dentro do que se propõe, ainda que peque diante de uma correria estabanada que acaba sendo seu maior problema.

Enfim, como é de se esperar, a animação conta a história desse universo além do mundano, onde uma espécie de ordem de cavaleiros mantém a paz de todos os mundos. Uma ordem que é comandada pela própria Atena, mas uma complicação no passado colocou em choque dois dos Cavaleiros de Ouro, o objetivo era proteger a verdadeira nova reencarnação da deusa, que acabou indo parar na Terra junto com o Cavaleiro derrotado. E é ai que entram os Cavaleiros de Bronze, treinados para proteger Atena, e que agora precisam escoltá-la através das Doze Casas (do zodíaco) para provar que ela é a verdadeira protetora do tal Santuário.

E como toda história que precisa de tantas linhas para ser explicada, quase sempre tropeça nas próprias pernas, A Lenda do Santuário não é diferente. Do momento em que, acertadamente, introduz Seiya e seus parceiros nesse contexto, até a batalha final épica onde você, muito provavelmente, nem consegue entender contra quem ou o que ele está lutando, a impressão é de uma correria sem fim. O que soa até irônico, já que a série é conhecida (fora do círculo de fãs) pela sua enorme lentidão em cada passo que o roteiro dava. É fácil então em alguns momentos não saber em que casa está, com que personagem e fazendo o que.

Os Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário Filme

Um detalhe que acaba até sendo fácil de entender, já que com pouco mais de 90 minutos, A Lenda do Santuário se propõe a resumir pouco mais de 70 episódios da série. Bem verdade também, ainda que de modo destrambelhado e um pouco confuso, tudo que é necessário para que a história funcione está no filme, lógico que não do jeito que os fãs irão querer, com detalhes e batalhas que duram horas (ou episódios e mais episódios), mas ainda assim estão lá.

E essa correria também faz mais sentido ainda por servir de pretexto para um visual que acaba valendo o ingresso (principalmente para os fãs a espera de um longa). Dirigido po Kei´ichi Sato, A Lenda do Santuário não só é um deleite visual em termos de computação gráfica, como ainda é um prazer em termos de composição, já que, se o roteiro não ajuda, Sato consegue aproveitar perfeitamente o “espaço” que o cinema lhe dá (ao invés da TV). Então é fácil ver o quanto o diretor “adota” uma certa horizontalidade que talvez seja o maior acerto estético do filme.

OK, um acerto que faz companhia a tudo aquilo que há anos fez (e faz) um monte de gente se empolgar com Seya e seus amigos. Grandes lutas, grandes personagens, uma mitologia sem medo de ser complexa e aquele bom e velho conflito do “bem contra o mal”. Portanto, como Os Cavaleiros do Zodíaco – A Lenda do Santuário não é feito para quem não entrar no cinema em busca daquilo que obviamente será apresentado, o melhor mesmo é passar correndo por cima dos furos (assim como pelas 12 Casas) e apenas curtir uma ótima homenagem à série original.


“Seinto Seiya: Legend of Sanctuary” (Jap, 2014) escrito por Masami Kurumada (manga), Chihiro Suzuki e Tomohiro Suziki, dirigido por Kei´ichi Sato


Trailer do filme Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário

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