JCVD

JVCD Filme

Falar que JCVD (Jean-Claude Van Damme) é um ótimo filme é um pouco exagerado, dizer que ele vale muito a pena ser visto é mais que justo. Senão pela história, pelo menos pelo ótimo passo que o ator belga parece dar em sua carreira, não em um redescoberta, mas como se tivesse encontrado aquele ponto em sua vida que talvez rir de sua desgraça seja o mais indicado.

Você rí, da situação do personagem confundido com um ladrão de banco, rí do astro mostrando como dar um daquels chutes de curta distância e atingir um cigarro, rí dos vários autográfos em horas incovenientes, rí da decadência de uma estrela de Hollywood quando ele perde um papel para Steven Segal , rí do advogando alegando que ele Van Damme não está apto para ter a guarda da filha por que “faz filmes violentos” e ao fim de tudo isso, começa a pensar o quanto tudo isso cria um personagem dolorido e desesperado. E nesse momento você pode pensar que talvez rir não seja o mais recomendável.

E talvez seja esse oportunismo que faça JCVD ser o que é, esse exorcismo de uma figura quase mítica do cinema que o diretor Mabrouk El Mechri promove sob os olhos do espectador, mesmo sem conseguir impor um ritmo mais interessante com planos sequencias que não representam muito, mas que, pelo menos mostram um esforço em fazer um filme minimamente interessante. JCVD é um verdadeiro presente, muito mais para o ator do que para o espectador, mas ainda assim uma ótima pedida.


idem (BEL/LUX/FRA, 2008) direção: Mabrouk El Mechri com: Jean-Claude Van Damme


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