Jack Reacher – Sem Retorno | Se você quer mais ação que miolos

Jack Reacher - Sem Retorno Filme

De alguns anos para cá, pouco coisa deve levar mais gente ao cinema do que Tom Cruise batendo em capangas de algum vilão que quer dominar alguma coisa. Dessa vez quem faz a vezes de heróis indestrutível é Jack Reacher em Jack Reacher ¿ Sem Retorno, e pelo menos o passatempo está garantido.

Reacher é a estrela de uma série de 13 livros escritos pelo inglês Lee Child, já tendo aparecido nos cinemas em Jack Reacher ¿ Último Tir¿. O que não permitirá que ninguém que entre em Sem Retorno e saia reclamando de uma trama rasa e muito mais preocupada com uma reviravolta final e um monte de sopapos… já que ele é tão acéfalo e bobinhamente divertido quanto o primeiro.

Nesse segundo filme, Reacher (Tom Cruise), depois de mais um período vagando pelos Estados Unidos enquanto faz uma ou outra benfeitoria para algum soldado ou ajudando a Polícia do Exército, o herói se vê voltando para Washington, cidade onde serviu. Mas chegando lá acaba descobrindo que seu contato, Major Turner (Cobie Smulder), foi presa e acusada de traição, o que o joga em uma investigação que deixará à mostra um esquema de corrupção envolvendo o próprio exército.

Mas no final das contas, o que todo mundo quer mesmo é ver Tom Cruise baixado o sarrafo em tudo quanto é bandido que se enfiar na sua frente. E ainda que acabe não tendo o esmero estético de um De Volta ao Jogo, por exemplo, dá conta do recado e resolve bem cada luta, perseguição ou tiroteio.

Talvez o problema acabe sendo apenas uma necessidade de assinar tudo isso com um charme meio canastrão que parece fazer mais parte do personagem do que das soluções do diretor (o experiente Edward Zwick, de O Último Samurai e Diamante de Sangue). Bem verdade, esses trabalhos do diretor acabam sendo até mais interessantes que Jack Reacher, que não se permite empolgar muito (mesmo que funcione de um jeito morno).

Jack Reacher: Sem Retorno Crítica

Parte dessa culpa vem de uma estrutura manjada e que deve caber muito melhor no livro que deu origem ao filme, do que na telona. Aqui, tudo fica meio reto demais, com os personagens seguindo esse esquema quase episódico onde pulam de pequena pista em pequena pista até um encontro final com o vilão (nesse caso dois, um que derrotam com o cérebro e outro no muque mesmo).

E se você chegar em Nova Orleans sem entender muito bem o que eles estão fazendo lá, não se preocupe que Sem Retorno não peca nem por falta de repetição, nem por saber carregar seu público por essa aventura. Uma falta de sentido na hora de chegar a grande maioria das conclusões que nem por um segundo atrapalha o divertimento. Nem por um segundo você julgará Reacher por espancar dois passageiros de um avião sem nem ao menos eles darem nenhuma pista de serem dois ¿capangas descartáveis¿. A lógica é ¿quebre tudo antes e nem fique por lá para perguntar depois¿.

Dentro do cinema, com as luzes se acendendo, você também não esperará para levantar e ir embora, com a sensação de ter encarado um passatempo que funciona. Que não te permite pensar muito em seus defeitos e que, no final das contas, teve a cota suficiente de Tom Cruise batendo em bandido para valer seu ingresso.


“Jack Reacher – Never Go Back” (EUA, 2016), escrito por Edward Zwick, Marshall Hweskovitz e Richard Wenk, à partir do livro de Lee Child, dirigido por Edward Zwick, com Tom Cruise, Cobie Smulders, Aldis Hodge, Danika Yarosh, Holt McCallany e Patrick Heusinger.


Trailer – Jack Reacher – Sem Retorno

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