Bob Esponja: Um Herói Fora d´Água

Bob Esponja Filme

Em um momento do novo Bob Esponja: Um Herói Fora d´Água, um esquilo gigante (uma “esquila” na verdade) cospe amendoins em direção a um pirata que os rebate com uma espátula com caboBob Esponja: Um Heróis Fora D´Água Poster de sabre. E o pior é que tudo isso faz o maior dos sentidos.

E não só aquele “sentido” entre aspas que fez a série Bob Esponja tomar a TV como um fenômeno que entretinha não só as crianças, como conquistava os adultos com seu non sense, um “sentido”… que… bom… é só uma loucura mesmo. Não existe desculpas. Por quê, se já seria difícil explicar isso, na hora de falarmos do golfinho falante que “guarda” o universo no futuro, o trabalho seria mais complicado ainda.

A verdade mesmo é que esse segundo filme conta a história desse pirata, vivido louca e divertidamente à vontade por Antônio Banderas (que enfim aprendeu a dar risada de si mesmo como fez em Mercenários 3 e dublando o Gato de Botas), que encontra um livro e a partir dele começa a contar a história de Bob Esponja e seus amigos na Fenda do Biquíni. Por lá tudo anda bem, até que o Plancton tenta mais uma vez roubar a fórmula do hambúrguer de siri do Sr. Sirigueijo.

Como é de se esperar o “vilão” não consegue, mas em um momento inexplicável a fórmula some, e sobra para Bob Esponja ajudar o Plancton a recuperar a fórmula, afinal, ainda que a Fenda ache que foi ele, o vilão é inocente, e Bob Esponja é bonzinho demais. O que vem a seguir é a mais completa, delirante e divertida possibilidade que poderia existir, já que os dois decidem criar uma máquina do tempo (o que os leva a trombar com o golfinho no futuro) para voltarem, pegarem a fórmula antes dela desaparecer e enfim fazer com que uma espécie de “apocalipse à la Mad Max” deixe de assolar a Fenda.

Bob Esponja Crítica

Em um terceiro momento Bob Esponja e seus amigos (excluindo os personagens extras, que vão embora) ainda invadem o “mundo real”, não só em suas versões tridimensionais, como, logo depois, melhorados magicamente por aquele mesmo golfinho do futuro, encarnando seu lados “superheróicos”.

E se tudo isso ainda não te convenceu do quanto é divertida toda essa loucura, lembre que além disso tudo, o filme não só mantém o espírito maluco da TV, como se propõe a entregar aos espectadores momentos inesquecíveis como a batalha entre o “vilãozinho verde” e Bob Esponja. Daqueles momentos em que se percebe que sim, um avião pode virar um tanque, e um tanque pode se transformar em um robô gigante. Sem contar um adocicado, meloso e feliz (o que o torna assustador) passeio pelo cérebro do protagonista.

Mas o importante é que tudo isso se liga por um fiapo de história que é o suficiente para que essa loucura sem sentido faça sentido, ainda que quem acabe não fazendo sentido seja essa frase… ou essa crítica inteira, talvez.


“The SpongeBob Movie: Sponge Out of Water” (EUA, 2014), escrito por Paul Tibbitt, Stephen Hillenburg, Jonathan Aibel e Glenn Berger, dirigido por Paul Tibbitt, com Antonio Banderas


Trailer – Bob Esponja: Um Herói Fora d´Água

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