Assassino a Preço Fixo 2: A Ressurreição | Continuação aposta em ação estapafúrdia e gel anti-tubarão

Assassino a Preço Fixo 2: Ressurreição Filme

Em 1972, Assassino a Preço Fixo teve lá sua importância dentro do gênero, estrelado por Charles Bronson e dirigido pelo mesmo Michael Winnir de Desejo de Matar. Fast Forward para 2011 com Jason Statham fingindo ser Bronson no remake, que pelo menos se divertia com a ação. E enfim chegamos a 2016 com o mesmo Statham na sequência Assassino a Preço Fixo 2: Ressurreição, pulando do alto do bondinho do Pão de Açucar, pousando em uma asa-delta e jogando fora qualquer tipo de sentido que a franquia ainda pudesse ter.

O que vem depois disso é um desfile completamente maluco de um fiapo de roteiro que faz pouco ou qualquer sentido. O agora ex-assassino Bishop (Statham) está lá relaxando em seu barco carioca, mas um empresário/vilão vem até ele com um proposta irrecusável. Bem verdade ele recusa, foge com a asa-delta do primeiro parágrafo e vai parar em um praia da Tailândia (não necessariamente de modo direto… pelo menos é o que eu acredito), afinal se o filme não faz sentido, pelo menos os cenários valem o ingresso.

E nesse momento entra em cena o “ás na manga” do roteiro de Philip Shelby e Tony Mosher, um plano tão estapafúrdio para conseguir convencer Bishop que é fácil parar para pensar se aquilo não é uma grande sátira. No caso, uma “donzela em perigo” (Jéssica Alba) que o vilão enfia goela abaixo do herói para que ela se torne o amor de sua vida e enfim sequestre ela e ai force Bishop a cumprir três trabalhos para ele. Ok… não tente entender muito mais do que isso e permita se divertir com o que vem em seguida.

Sorte dos fãs do gênero que o diretor alemão Dennis Gansel (de A Onda) tem a clareza de conseguir criar boas cenas de ação mesmo que elas cheguem sei lá de onde e acabem indo para qualquer lugar. Na verdade duas grandes sequências onde Bishop precisa fazer aquilo que ele faz de melhor, assassinar sem deixar rastros (com direito até a um gel anti-tubarão). Já no resto do filme, a sutileza vai embora e Gansel tem a oportunidade de colocar Bishop para acabar com uma tonelada de bandidos genéricos que surgem pelas esquinas dos barcos, docas… e mais um barco.

Assassino a Preço Fixo 2 Crítica

A total canastrice narrativa é completada por uma das trilhas sonoras mais horrorosas que o gênero já viu nos últimos anos, demonstrando que a economia para viajar o mundo inteiro refletiu na contratação de alguém minimamente competente para fazer a trilha. Mas não se engane, a falta de grana ainda vai passear pela Malásia, Bangcoc, Austrália e Camboja, pois tirando um plano aéreo bonitão, tudo acaba na verdade sendo filmado em estúdios e cenários extremamente genéricos.

E isso principalmente por nada no filme parece ser resolvido com o mínimo de esforço. Talvez o mais divertido do filme seja então imaginar as soluções na hora de escrever um roteiro tão mequetrefe. “Hmm, precisamos de uma dificuldade… ok, joga uns tubarões em volta”, “E para aquela base, podemos colocar tubarões em volta? Não? Beleza então cita um ‘sistema de segurança impenetrável’, e ai na hora a gente joga o personagem lá dentro sem explicar nada”.

E falando em “não explicar nada”, tente ainda entender a presença de Tommy Lee Jones lá para o final do filme. É claro que o ator mesmo sem mexer um músculo da cara já faz um trabalho de interpretação melhor que Statham na carreira toda, mas ainda assim fica a impressão do ator ter se metido nessa por ser amigo de alguém, pagando favor ou algum tipo de aposta que seu deu mal.

Assassino a Preço Fixo 2: Ressurreição é isso ai mesmo, algo difícil entender. Mais difícil ainda de fazer sentido. E mais complicado ainda de tentar entender porque não se mantiveram no primeiro.


“The Mechanic: Ressurrection” (EUA/Fra, 2016), escrito por Philip Shelby e Tony Mosher, dirigido por Dennis Gansel, com Jason Stathan, Jessica alba, Tommy Lee Jones, Michelle Yeoh e Sam Hazeldine


Trailer – Assassino a Preço Fixo 2: A Ressurreição

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