11 Bons Filmes de Ficção Científica que São Poucos Conhecidos


Por mais que a ficção científica seja um dos gêneros mais populares e celebrados do cinema, ainda assim bons filmes acabam ficando esquecidos pelo tempo. Mesmo com suas referências se tornando eternas, acabam esquecidos.

Mas não se preocupe com isso, o CinemAqui irá te levar em uma viagem por 11 produções onde os anos tiraram ela das listas de lembranças, mas que, mesmo assim, tem uma importância como poucos outros filmes.

11 Bons Filmes de Ficção Científica que São Poucos Conhecidos

Daqui a Cem Anos | “Thing to Come” | 1936 | dir. William Cameron Menzies
Diante da desaprovação de H.G. Wells diante da falta de profundidade e posicionamento político do clássico Metropolis, sua resposta imediata foi escrever uma história que enxergasse o futuro. E ainda que tenha começado a ser dirigido pelo próprio Wells, terminou por ser comandado por William Cameron Menzies.

A história mostra uma pequena cidade que é devastada pela guerra, renasce dos escombros, é salva das guarras de uma déspota, encontra o futuro e se torna a capital da humanidade, tudo em cem anos. Além da primeira parte estarrecedora e aterrorizante, o filme ainda vale pela visão do futuro que já previa uma série de decisões estéticas que o gênero irá usar bastante depois disso.


Ameaça do Outro Mundo | “The Thing From Another World” | 1951 | dir. Christian Nyby
Você já ouviu essa história: Uma nave recebe um pedido de socorro de algum planeta, estação ou até outra nave, mas quando chega por lá encontra mais perguntas que respostas, até que uma ameaça parece colocar em perigo toda a tripulação.

Nesse caso, em Ameaça do Outro Mundo, é um monstro misterioso que acaba “subindo à bordo” (é uma estação no Ártico) e começa a matar todos personagens. Não, não é Alien, O Oitavo Passageiro, mas seu roteirista, Dan O´Bannon não cansou de dizer por ai que seu filme mais famoso era uma espécie de “refilmagem espiritual” desse clássico dos “filmes B”.

O filme talvez não seja lá essas coisas em termos de qualidade, mas suas referencias o fazem ser imperdível.


A Pista | “La Jetéé” | 1962 | dir. Chris Marker
A maior curiosidade desse curta francês de 1962 é, justamente, servir de inspiração para um dos mais celebrados filmes da década de 90, Os 12 Macacos. O outro destaque é justamente técnico, já que o filme é inteiro formado por imagens estáticas, fotos.

Nele, um garoto cresce com uma imagem em sua cabeça, o rosto lindo de uma mulher que ele viu momentos antes de começar a Terceira Guerra Mundial. Anos depois, já adulto e um dos poucos sobreviventes da raça humana, acaba se voluntariando para uma experiência de viagem no tempo, o que o faz descobrir a verdade por trás daquela misteriosa mulher de suas lembranças.


THX 1138 | “THX 1138” | 1971 | dir. George Lucas
Já essa ficção distópica de 1971 não só é o primeiro filme de George Lucas, como também serviu de inspiração para uma lista inteira de produções onde personagens oprimidos por uma sociedade totalitária resolvem enfrentar as consequências de ser livre.

No filme, Robert Duvall é THX 1138, apenas mais uma designação nessa sociedade controlada por um líder sem face. Com seus sentimentos e qualquer tipo de sexualidade suprimidos por drogas e uma série de robôs mantendo a ordem, THX descobre a possibilidade de uma vida livre e resolve partir em busca de sua liberdade.


Dark Star | “Dark Star” | 1974 | dir. John Carpenter
Primeiro filme dirigido por John Carpenter, Dark Star é também um dos primeiros, senão o primeiro, a entender que é possível ser uma “ficção científica hardcore” ao mesmo tempo que ainda uma comédia maluca que morre de dar risada do gênero.

No filme, a tripulação de uma nave acaba ficando tempo demais no espaço e o resultado é um pequeno grupo de malucos e uma missão igualmente doida. O filme ainda pode ser lembrado por ter sido um dos primeiros a entender que uma nave vagando pelo espaço nem sempre ficaria limpinha e branquinha como em 2001, muito pelo contrário, ficaria muito mais parecida com a boleia de um caminhão.


Inimigo Meu | “Enemy Mine” | 1985 | dir. Wolfgang Petersen
A premissa é simples, o filmes foi um grande sucesso nos anos 80 e teve uma vida longa na TV brasileira, mas talvez os anos tenham feito ele ser levemente esquecido.

O filme, estrelado por Dennis Quaid e Louis Gosset Jr., mostra dois pilotos em meio a uma batalha intergaláctica, mas que acabam caindo em um planeta vazio, o que faz com que comecem a colocar suas diferenças de lado e se tornem aliados.

Além do visual caprichado e desse cuidado enorme de criar um universo completo em detalhes quase sempre deixados de lado pela ficção científica “comum”, “Inimigo Meu” ainda é um daqueles exemplos onde o gênero extrapola a expectativa e se torna um drama inesperadamente emocionante.


Estranhos Prazeres | “Strange Days” | 1995 | dir. Kathryb Bigelow
Escrito por James Cameron e dirigido por Kathryn Bigelow, o filme é talvez um dos mais interessantes exemplos da estética e ideias cyberpunk que os anos 90 viu nos cinemas. Mas por se tratar de uma história datada, por acontecer na virada do Ano Novo para o ano 2000, acabou tornando-o datado e pouco lembrado.

Nele, Ralph Fiennes vive um traficando de memórias, já quem em 1999 todos iriam poder “gravar” suas experiências diretamente de seus cérebros. Tudo bem, nada disso se consolidou, mas o que importa é que uma memória envolvendo um assassinato faz com que o protagonista seja perseguido.

Com um jeitão “pé no chão” e um futuro (agora passado) que aposta nos detalhes sutis, Estranhos Prazeres tem algo de noir que faz o filme ser um dos mais interessantes desse subgênero.


13° Andar | “The Thirteenth Floor” | 1999 | dir. Josef Rusnak
Falando em subgênero, algo que surgiu nos anos 90 foi, justamente a ideia de que nada era aquilo que você achava que era. Matrix foi o ápice dessa ideia, enquanto Dark City se tornou cult, mas 13° Andar estava por lá com todas telas verdes e computadores que já tinha direito.

O filme mostra um programador que cria um mundo virtual que coloca todos nos anos 30 e em meio a um mistério envolvendo um assassinato. Mas acredite, nada é o que parece.


Corra Lola, Corra | “Lola Rennt” | 1998 | dir. Tom Tykwer
Umas das coisas que a ficção científica faz de melhor é extrapolar ideias e fazer com que isso se torne um filme que sobrevive perfeitamente bem mesmo diante dos anos e da barreira da língua (vulgo, “é gringo, então a distribuição é completamente outra!”).

O filme é uma mistura de física quântica com viagem no tempo e mostra uma mulher indo e voltando para um ponto específico de sua vida para tentar salvar a vida de seu namorado, prestes a assaltar uma loja.

E se você pensou em Feitiço do Tempo, tudo bem, o diretor alemão Tom Tykwer também deve ter pensado e isso não impediu o filme de ser um dos mais divertidos de sua geração.


Ataque ao Prédio | “Attack the block” | 2011 | dir. Joe Cornish
Não existe nada mais sci-fi do que invasões alienígenas. Conseguir ainda no século XXI fazer disso uma história divertida e emocionante é algo que deve ser sempre lembrado. Principalmente quando os ETs acabam escolhendo o lugar errado para invadir.

Nele, uma gangue de jovens ingleses que fica “por ai” com seus pequenos delitos e contatos obscuros, até que “dão de cara” com uma invasão alienígena e… bom, azar dos ETs.

Além de apresentar ao mundo o ator John “Finn” Boyega, Ataque ao Prédio é ainda uma surpreendente mistura de Guerra dos Mundo com Goonies, se você não imagina o resultado disso, acredite, vai adorar.


Monsters | “Monsters” | 2010 | dir. Garetj Edwards
Falando em “sair da caixinha”, em um mundo que perdeu a guerra contra uma versão americana de Kaijus, os monstrões gigantes agora fazem parte do horizonte do ser humano.

A história acompanha um fotógrafo que precisa ajudar a filha de seu chefe a cruzar a fronteira para os Estados Unidos, justamente o lugar onde essas criaturas estão mais à vontade em seu novo habitat.

Mas não espere um filme de ação “godzilliano”, a ideia aqui é, justamente, mostrar o quanto os seres humanos são apenas um detalhe em um mundo que ganhou novos donos. Com certeza uma visão extremamente nova de um assunto que já foi largamente explorado pelo cinema.