Tempo de Guerra

Tempos de Guerra Filme

O que seria do cinema sem a inquietação de Godard? talvez um cinema chato e sem graça, que não se preocupasse em reivindicar seu lugar como arte e que nem tentasse ser um pouco mais que o que “realmente” é. Como em Tempo de Guerra.

Um filme em que a ficção é encarada como realidade e a terrível realidade como ficção. Onde uma guerra que não existe perambula pelas ruas concretas mas é “fotografada”, como um soco, pela realidade. Onde o personagem tem medo do trem vindo em sua direção no cinema, tenta olhar a mulher nua por sobre a banheira e acaba destruindo a tela, mas não aquela projeção, aquela fantasia, que continua viva mesmo sobre a parede velha do cinema.

Um filme que tenta encarar um inimigo mesmo que se tenha que tirar o lenço sobre seu rosto e escutar suas últimas palavras, que guarda todas riquezas do mundo em uma mala, onde todos tem direito à sua fatia de maravilhas. Uma realidade onde o mais cruel dos soldados para diante da beleza para saudar o artista. Um cinema que explica “o que os soldados fazem antes da batalha… os soldados tem medo”

O que seria do cinema sem a inquietação de Godard?


les carbiniers (1960) escrito por Jean-luc Godard, Jean Gruault e Roberto Rossellini, a partir da peça de Beniamino Joppolo, dirigido por Jean-Luc Godard, com Marino Masé, Patrice Moullet, Geneviève Galéa e Catherine Ribeiro


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