Se você conseguir ser capturado pela trama inevitável e sem muito suspense de Quebrando a Banca, parabéns, é capaz de você até se divertir com o que vem depois do começo meio chato, do contrário, está fadado a conviver com uma vontade de apertar o botão de “skip” (na minha época era “FF”) de seu DVD por quase uma imensidão de filme que ainda está por vir.

Na melhora das palavras, Quebrando a Banca é só isso mesmo, chato, e parece não saber sobreviver dentro da própria trama, com um monte de personagens descartáveis e pouquíssimo explorados em uma trama que precisa ficar se repetindo para não perder a direção. Nela, um bando de universitários da MIT (faculdade dos Estados Unidos conhecida por seu alto nível de alunos), capitaneada por um professor (como de praxe, de alguma matéria que serve de metáfora, em uma aula, para toda trama incluindo seu desfecho), resolvem ganhar um dinheiro de um modo pouco lícito no cassinos de Las Vegas: contando cartas do jogo de 21.

Bem verdade, a história se dá mais pelo protagonista que precisa de 300 mil para entrar no curso de medicina de Harvard, e que parece ficar repetindo isso a todo instante já prevendo a reviravolta que o roteiro sem criatividade vai se escorar (o dinheiro sobe a cabeça blá blá blá) do que com o resto do elenco, que o roteiro parece, na verdade, até não dar a mínima para ninguém.

21, ou blackjack, já é um jogo chato, (desculpas pela repetição do adjetivo), que deixa pouco espaço para uma ou outra estratégia, se mostrando muito preto no branco (diferente do pôquer e todas suas nuances que resultam quase sempre em produções interessantes) deixando assim mais difícil ainda criar um filme que no mínimo se torne interessante, ainda mais com uma direção de Robert Luketic se contentando com slow motion em cigarro se apagando e personagens andando pelo meio do cassino.

No geral, pelo menos não tem um resultado que mesmo desastroso, consegue (até) dar um certa guinada no terceiro ato, mas nada que você não imagine ao ler a sinopse atrás da caixinha do DVD.


21 (EUA, 2008 ) escrito por Peter Steinfeld e Allan Loeb, dirigido por Robert Luketic, com Jim Stirgess, Kevin Spacey, Kate Bosworth, Aaron Yoo, Laurence Fishburne.


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