O Reino Gelado: Fogo e Gelo é a continuação da continuação de uma série de animação russa fora do circuito Disney/Dreamworks, por isso, não se pode esperar o ápice de qualidade dos grandes estúdios. Felizmente, mesmo com essa ressalva o filme não deixa de ser uma aventura razoável, com uma história com jeitão de feita para TV, mas com efeitos que fazem todos lembrar de como hoje há uma acessibilidade incrível a efeitos digitais que antigamente demandavam anos e muitos milhões.

Aqui a história continua a partir dos dois irmãos que depois de derrotar a Rainha de Gelo se tornaram órfãos, e ganham a vida indo de escola em escola narrando essas aventuras, que se tornaram lendas. Mas reviver tudo isso e não possuir uma família está desgastando a relação entre os dois, até que um jovem espanhol os traz uma nova lenda a respeito de uma fonte de desejos, despertando o interesse da menina em conseguir ter seus pais de volta.

O Reino Gelado é  então uma espécie de reimaginação de vários trabalhos que lidam com reinos, mistérios e magia. Muitos irão se lembrar de Frozen: Uma Aventura Congelante, pois é inevitável, mas talvez isso seja só a ponta. Aqui fogo e gelo se tornam forças sobrenaturais que se unem para destruir os trolls e os outros habitantes daquela região.

O Reino Gelado: Gelo e Fogo Crítica

A dublagem brasileira deixa a desejar pela artificialidade das falas, mas ao menos não há muitos regionalismos, algo cada vez mais comum nas grandes produções. Já o uso de efeitos rebuscados em exaustão entretém um pouco, pois há belos momentos no filme, mas a falta de uma narrativa que acompanhe nossa imaginação sempre parece colocar a experiência abaixo do que poderia ser.

A trilha sonora do italiano Fabrizio Mancinelli é um exagero. A música faz questão de acompanhar todas as cenas, e pontuar cada pedacinho da ação, seja drama ou comédia. Mas o mais irritante é a comédia. Baseando-se nos toques clichês de cada momento, a música chega a incomodar mais do que as falhas de roteiro, pois tenta nos convencer de que as cenas são muito mais do que é mostrado.

Tentando criar uma nova aventura de carona nas animações anteriores, O Reino Gelado: Gelo e Fogo é previsível e enlatado, mas ainda assim pode entreter os espectadores mais jovens em uma ou outra piada. Mas se para isso é necessário passar por uma história que não é lá muito empolgante, é melhor procurar os enlatados de Hollywood, mesmo.


“Snezhnaya Koroleva 3. Ogon I Led” (Rus, 2016), escrito por Andrey Korenkov, Robert Lence, Vladimir Nikolaev, Aleksey Tsitsilin, Aleksey Tsitsilin, dirigido por Aleksey Tsitsilin, com Alyson Leigh Rosenfeld, Ivan Okhlobystin, Garik Kharlamov, Graham Halstead, Olga Zubkova


Trailer – O Reino Gelado: Fogo e Gelo

Outros artigos interessantes:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.