Adaptar uma série para o cinema é difícil, continuar fazendo isso bem mesmo depois de quatro filme é (me perdoem o trocadilho, mas não poderia perder isso!) uma missão quase impossível. Nação Secreta, quinto filme da franquia Missão Impossível não só faz isso, como surpreende ao fazer isso extremamente bem.

E o melhor de tudo é que, diferentemente do desenfreado e desinteressante segundo filme da série, Nação Secreta confia em suas origens e vai de encontro ao clássico. Tanto o “clássico” canonizado por J.J.Abrams no terceiro filme (e seguido a risca por Brad Bird no seguinte), quanto tudo aquilo que já está no inconsciente coletivo tanto dos fãs dos filme, como da série de TV.

A missão agora fica à cargo de Christopher McQuarrie, que recentemente trabalhou com Cruise em Jack Reacher, mas antes disso tinha feito o sensacional À Sangue Frio (de 2000, e quem não conhece, vá em busca!). O diretor então segue o manual perfeitamente bem, e em menos de cinco tensos minutos de filme vemos Tom Cruise (Ethan Hunt… ou vice-versa) perdurado (de verdade!) em um avião cargueiro decolando. O que vem depois é um trama que nem é das mais inesperadas, mas é tão bem construída que fica difícil reclamar em razão de sua medianidade.

De um lado, Hunt sai em busca de uma organização terrorista secreta que vem orquestrando o caos mundial, o Sindicato, enquanto isso em Washington, Brant (Jeremy Renner), luta em uma audiência para que o diretor da CIA (Alec Baldwin) não feche a IMF (Impossible Mission Force). O resultado é que Hunt acaba sendo capturado pelo próprio Sindicado (provando sua existência), enquanto a IMF fecha as portas e torna ele um fugitivo da CIA.

Lógico que o que vem na sequência é Hunt se juntando a seus companheiros (Simon Pegg, Ving Rames e o próprio Renner) e juntos eles percorrem um monte de localidade exóticas e clássicas em busca de desmantelar essa organização e provar suas inocências.

Missão: Impossível – Nação Secreta Crítica

E se em algum filme de ação acéfalo toda essa trama serviria apenas de desculpa para uma série de sequências de ação, aqui não é muito diferente, a única mudança é que o roteiro do próprio McQuarrie tenta terminar cada uma delas com o mínimo de surpresa e clímax. Sim, tudo isso para ter um filme maior, com cenas maiores, um vilão mais mal e um plateia cheia de espectadores felizes por tudo isso.

Felizes pelo como McQuarrie te joga dentro da ação logo de cara, pela agilidade com que Hunt sempre faz algo impensável e surpreende a todos. Felizes por como ele aproveita bem cada personagem e cria um vilão que realmente é uma ameaça, não só para o grupo de heróis, como para o mundo. Felizes por verem a musica tema tocar no começo e no resto do tempo prefere uma trama simples, limpa, complexa na medida e climática.

Mas mais felizes que tudo, pois Nação Secreta é um filme de ação frenético que mostra que é perfeitamente possível manter uma franquia funcionando muito bem por quase vinte anos e cinco filmes, com praticamente o mesmo elenco, as mesmas desculpas e a mesma ação. E se isso parece uma missão impossível para muitos por aí, para Cruise (Hunt, ou vice-versa) e sua equipe, parece estar sendo um passeio no parque.


Mission: Impossible – Rogue Nation” (EUA, 2015), escrito e dirigido por Christopher McQuarrie, com Tom Cruise, jeremy Renner, Simon Pegg, Rebecca Ferguson, Ving Rhames, Sean Harris e Alec Baldwin.


Trailer – Missão: Impossível – Nação Secreta

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