Um ano cheio de grandes filmes, sensíveis, empolgantes, cheios de ação e efeitos especiais. Um ano onde Star Wars mostrou que poderia ser mais que jedis e sabres de luz (ainda que ele seja a Força e a Força esteja com ele). Muitos filmes que encaravam a sociedade (e o “tal do Sistema”) com cinismo, violência e bom humor. Um filme de terror que deve marcar uma época e ainda por cima um dos grandes contatos entre extraterrestres e a humanidade.

Confira então a lista com os melhores filmes de 2016 de acordo com o crítico e editor, Vinicius Carlos Vieira.

1 – A Chegada (“The Arrival”, direção: Denis Villeneuve)

A Chegada

Um emaranhado. Confunde, apaixona e faz você ficar colado na cadeira do começo ao fim, sem enfiando ainda mais nela diante de uma reviravolta que esfrega na sua cara o quanto suas certezas não valem nada. Buscou uma solução nunca antes vista para um problema.

Fora isso, um visual incrível e um diretor que não perde um plano sequer para contar uma história e criar uma experiência sensorial. Entra não só na lista de Melhores do Ano, como também no olimpo dos filmes de contatos com vida extraterrestre. De agora em diante será 2001 – Uma Odisséia no Espaço, Contato, Solaris, Contatos Imediatos de Terceiro Grau e A ChegadaCONFIRA A CRÍTICA

2 – A Bruxa (“The Witch: A New-England Folktale”, direção: Robert Eggers)

A Bruxa

Assustador e perturbador, cria um clima tão incrível através de uma história relativamente simples que faz muita gente negar tamanha experiência. Te acompanha depois do fim por um bom tempo, relevando o escuro da alma do ser humano e a ignorância e violência com o desconhecido e com os próprios pecados, seja hoje ou alguns séculos atrás.

Mostra para gerações atuais que o terror não precisa ter acordes altos e nem sustos. CONFIRA A CRÍTICA

3 – Capitão Fantástico (“Captain Fantastic”, direção: Matt Ross)

Capitão Fantástico

Um olhar para a sociedade atual ácido, inteligente, cínico e cruel. Esfrega aquilo que muita gente não quer ver ou vira os olhos, ao mesmo tempo mostra que cada decisão é um legado que fica para as próximas gerações.

Delicado e sensível, mas mais do que tudo um roteiro ágil, agudo, perspicaz e brilhante. Impossível acabar de vê-lo e não se pegar pensando na própria vida e nos próprios rumos. CONFIRA A CRÍTICA

4 – Aquarius (“Aquarius”, direção: Kleber Mendonça Filho)

Aquarius

Kleber de Mendonça Filho dá um aula de cinema. Atual, pertinente, voraz e cheio de vontade de esmiuçar uma sociedade falha e tão cheia de erros que soterra na própria pretensão.

O filme é um manifesto a favor da luta contra o “grande sistema”, mas ao mesmo tempo mostra o quanto esses “soldados” não se perdem na própria ignorância. Uma saraivada de balas que atinge a todos, mas quem ganha é o fã de cinema.

Tirando tudo isso, a presença magnética de Sonia Braga ainda faz de Aquarius um filme obrigatório para o cinema brasileiro, que deve qualquer tipo de homenagem a essa musa da sétima arte. CONFIRA A CRÍTICA

5 – Os Oito Odiados (“The Hatefull Eight”, direção: Quentin Tarantino)

Os Oitos Odiados

Quentin Tarantino decide filmar uma peça de teatro onde seu principal artificio o “mexican stadoff” (espécie de situação onde vários personagens apontam armas entre si) é elevado a uma potência onde durante mais de duas horas os tais “oito odiados” estão pronto para lavar aquela cabana de sangue. E como estamos falando de Tarantino, uma hora isso ei de acontecer.

O diretor ainda tem em mãos um elenco incrível e uma trilha sonora épica de Ennio Morricone. Tudo isso ainda mostrando a formação da personalidade de um país que viu uma guerra civil terminar, mas não soube lidar muito bem com seus espólios. CONFIRA A CRÍTICA

6 – Mogli: O Menino Lobo (“The Jungle Book”, direção: Jon Favreau)

Mogli - O Menino Lobo

Incrível, mágico, divertido, sensacional e emocionante. John Favreau tem a responsabilidade de levar para as telas uma das maiores aventuras da Disney, com uma criança e um monte de animais falantes, e o resultado é a maior aventura do ano. Seja você pai ou filho.

E tudo fica mais impressionante ainda se levarmos em conta que, tirando o menininho, o que sobra deve ser um monte de fundo verde, muitos efeitos digitais e um elenco de vozes repleto de estrelas. CONFIRA A CRÍTICA

7 – Demônio de Neon (“The Neon Demon”, direção: Nicolas Winding Refn) 

Demônio de Neon

Perturbador. Do começo ao fim, perturbador. Como se o diretor Nicola Wedn Reffen estivesse em um ritmo diferente onde tudo acontece forçando uma contemplação desconfortante. Uma beleza violenta e que vai até o limite do bom gosto para mostrar o quanto o belo pode ser horrível uma camada abaixo da casca. CONFIRA A CRÍTICA

8 – Rogue One: Uma História Star Wars (“Rogue One”, direção: Gareth Edwards)

Rogue One

Pela primeira vez na saga épica criada por George Lucas, um filme pode ter personalidade e tratar de um heroísmo que não se encaixa tão facilmente no mito de Joseph Campbell. Uma história sobre sacrifícios e que expande ainda mais esse universo.

Um “choque de realidade” para quem durante anos e anos encarou Star Wars como uma simples diversão escapista e modeladinha. Tudo em Rogue One é tenso, violento e cinza. A Força está lá, mas entrelaçada pela primeira vez uma situação sócio-política complexa e cheia de nuances. CONFIRA A CRÍTICA

9 – O Quarto de Jack (“Room”, direção: Lenny Abrahamson)

O Quarto de Jack

Sensível, contido e com a vocação para contar duas histórias em uma. Uma experiência que mostra tanto uma mulher que aprende a segurar e esconder todos seus medos e frustrações para ter força, como alguém que em um segundo momento não consegue lidar com todo peso da liberdade.

Duas atuações incríveis e um roteiro inteligente fazem com que O Quarto de Jack seja um daqueles filmes que vão além de sua história e chegar na alma de cada espectador. CONFIRA A CRÍTICA

10 – Mate-me Por Favor (“Mate-me Por Favor”, direção: Anita Rocha da Silveira)

Mate-me Por Favor

Se existe um jeito de contar uma história de gênero ao mesmo tempo que encara uma série de mazelas de uma geração, Mate-me por Favor o faz com uma segurança que chega a incomodar.

Na superfície, um filme de serial killer onde você o acabara sem entender quem é o assassino e quem é a vítima, se bem que todos são assassinos e vítimas, todos tem os dois lados e quanto mais você se aprofunda nele, mais camadas e camadas são descascadas e mais sinistro e machucado se mostra o ser humano. CONFIRA A CRÍTICA

Estariam na Lista se fosse um TOP 20: Creed / Capitão América – Guerra Civil / Jogo do Dinheiro / O Homem nas Trevas / O Contador / Snowden / Invasão Zumbi / Ave Cesar / Animais Noturnos / Elle

Menções Honrosas: Jovens Loucos e Mais Rebeldes / The Invitation / Deadpool / Animais Fantásticos e Onde Habitam / Mais Forte que o Mundo: A História de José Aldo / Spotlight

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