Um dos autores mais adaptados por Hollywood, Stephen King já passou por todos estágios que a indústria de cinema americano pode ter.

Os filmes baseados em seus livros já foram do luxo até o mais profundo lixo, já passaram pelas mãos de gênios do cinema, mas também… bom… o próprio King tentou dirigir Comboio do Terror e o resultado é um terror, mas no pior dos sentidos.

Por outro lado, mesmo com toda sua literatura bem cinematográfica, sua obras já sofreram tantas mudanças nas mãos de Hollywood que algumas delas nem precisariam mais levar o nome dele. E sim, estou falando de Stanley Kubrick e seu O Iluminado, que é uma obra de arte, mas não é à toa você não verá o nome de King em muito do material de divulgação da época.

De qualquer jeito, é hora de separar o que merece sua assinatura daquilo que poderia ser ignorado, e isso tanto em termos de “boa adaptação”, quanto em termos de “qualidade fílmica”.

Confira então os seis melhores filmes baseados em obras de Stephen King “pra valer”.

Filmes Stephen King: só aquilo que presta.

 


6 | Um Sonho de Liberdade (“The Shawshank Redenpetion”, 1994). Esqueça a ordem da lista, talvez esse filme dirigido por Frank Darabont em 1994 seja o melhor exemplo de como ser fiel à obra de King e ainda por cima fazer um filmaço. O filme conta a história de um banqueiro, Andy Dufresne (Tim Robbins) que acaba sendo condenado a cumprir pena de prisão perpétua na Penitenciária de Shawshanck, onde conhece o “contrabandista” Ellis “Red” (Morgan Freeman) e nasce uma amizade que dura anos até um surpreendente final pegar todos espectadores de surpresa. Curiosamente, o conto faz parte do livro Quatro Estações, de onde sai também um outro dos seis escolhidos dessa lista.



5 | It – A Coisa (“It”, 2017). Sim, ele nem bem estreou e já pode ser considerada uma das melhores obras de King levadas para as telas. E isso sem nem termos visto a outra metade do livro “ganhando vida”, mas diante dos acertos já dessa primeira parte as expectativas se tornam enormes. No filme de Andy Muschietti, um grupo de jovens de Derry, cidadezinha perdida no meio do estado do Maine, acaba descobrindo que entre diversos segredos dela, um deles diz respeito a uma criatura que volta a cada 27 anos para se alimentar do medo de seus moradores. Nesse caso, o monstro vem na maioria do tempo sobre a forma do palhaço Pennywise. O novo filme não só mantém a fidelidade, como tem ritmo, clima, efeitos especiais incríveis e ainda um vilão vivido por Bill Skarsgard que já é desde já tão bom (ou até melhor) que a personificação do mesmo personagem por Tim Curry na minissérie de 1990 (a série não vale tanto a pena, mas o Pennywise dele sim!). | confira a crítica



4 | Conta Comigo (“Stand By Me”, 1986). Esse filme de Rob Reiner também sai das páginas de Quatro Estações e mostra um grupo de garotos que saem em busca do corpo de um menino morto. O filme é sensível, ora violento e por fim apaixonante. Um daqueles momentos em que o cinema (e o livro) conseguem resumir perfeitamente os anseios e dificuldades de uma geração e de uma certa idade tenra que está à espera de um evento específico para que tudo se torne um ensaio para a vida adulta. Sim, Conta Comigo é muito menos simples do que ele realmente parece ser.



3 | Carrie, A Estranha (“Carrie”, 1976). Curiosamente estamos falando do primeiro livro escrito por Stephen King lançado apenas dois anos antes da versão dirigida de Brian de Palma. O filme mostra uma menina em plena puberdade, Carrie (Sissy Spacek), que descobre ter poderes telecinéticos, o que vai de encontro às crenças religiosas da mãe (Piper Laurie) e toda violência psicológica que sofre na escola. Sua fúria culmina em um baile de formatura onde lhe “pregam uma peça” e seus poderes saem do controle. Além de atuações incríveis, tanto o livro quanto o filme nascem clássicos diante da violência com que a personagem “desperta” enquanto discute (mais uma vez) essa dolorida transição entre a juventude e a vida adulta. Mais recentemente o livro ganhou um remake estrelada por Chloe Grace Moretz que faz tão bonito quanto o original.



2 | Christine, O Carro Assassino (“Christine”, 1983). Dirigido por um dos mestres do cinema, John Carpenter, pode parecer esquisito esse filme estar aqui nessa lista com jeito de “bezão” estapafúrdio, mas acredite, assim como no livro, Christine é isso: “bezão”, meio estapafúrdio, mas sobre tudo isso, uma violenta e divertida história de amor. Na verdade um relacionamento abusivo onde a namorada de seu melhor amigo quer matar todos ao redor dele. Tudo bem que nesse caso a namorada é um Plymounth Fury 1958, mas o que vale é que King, em uma das primeiras vezes em seu currículo, brinca com o conceito de um objeto (aparentemente) inanimado que ganha vida e como você, pessoa normal, lida com isso.



1 | O Nevoeiro (“The Mist”, 2007). No terceiro filme que Frank Darabont dirigiu à partir de obras de King (Um Sonho de Liberdade e A Espera de Um Milagre), dessa vez emplaca o que talvez seja a mais interessante adaptação de uma história fantástica do escritor. Isso porque não só estamos falando de telecinese e carros possuídos, mas sim de uma névoa que toma uma cidadezinha e esconde sob seu véu um monte de criaturas vindas de outra dimensão. Mas o que mais chama a atenção é a história se passar inteira dentro de um supermercado onde aos poucos um perigoso microcosmos vai se formando e refletindo uma série de questões morais e religiosas nesse grupo de pessoas. É preciso lembrar ainda que para o filme funcionar o que não faltam são uma série de precisas adaptações que o tornam ainda mais fluído que o conto, resultando ainda em um desfecho de gelar a alma, foge do original e consegue combinar ainda mais com ele do que aquele escrito por King. | confira a crítica

Filmes Stephen King – Sobre Algumas Menções Honrosas
Tanto Louca Obsessão, quanto A Espera de um Milagre são filmes incríveis, mas como esse que vos escreve não teve contato com essas obras, ele não pode apontar o quanto esses são ou não “fieis ao original”.

Filmes Stephen King – Sobre péssimas adaptações
Além do O Iluminado de Kubrick, que simplesmente ignora a obra original, O Sobrevivente, filme de ação que fez parte da escalada de sucesso de Arnold Schwarzenegger em Hollywood, não poderia deixar de ser lembrado pelo tanto que é divertido, mas do livro, são tão poucas coisas no filme que também é difícil considera-lo uma “boa adaptação”.

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6 Respostas

    • Vinicius Carlos Vieira

      Carlos, perceba que no final do texto eu explico porque Louca Obsessão ficou de fora…

      Responder
  1. Marcel

    Cara, Um Sonho de Liberdade deveria ser o 1º… Além disso, faltou À Espera de um Milagre…

    Responder
    • Vinicius Carlos Vieira

      Marcel, como deve ter escapado no texto, eu cito que ali não é uma ordem de preferência ou qualidade, são apenas seis (cito isso justamente no comentário sobre “Um Sonho de Liberdade”). Já sobre “À Espera de Um Milagre”, no final do texto eu explico porque ele não entrou na lista… abraços!

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  2. Erico Esteves

    Um dos melhores filmes, baseado em obra do Stephen King, é “Tempestade do Século”. Acho injusto não aparecer aí. Fiquei fã do Stephen King depois que assisti “The Stand”, ótimo filme também.

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    • Vinicius Carlos Vieira

      Oi Erico… tanto a “Tempestade do Século”, quanto “The Stand” (“Dança da Morte”), são minisséries. No caso, a lista é só de filmes….
      Abraços…

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