Corrida Mortal

Corrida Mortal Filme

Se você pensava que o digníssimo alemão Uwe Boll, rei das adaptações de jogos de videogame para o cinema (pai de perolas como Alone in the Dark e House of The Dead) já tivesse pensado em todos jeitos possíveis de se destruir um filme, está redondamento enganado. Corrida Mortal mostra claramente que o fundo do poço está bem longe.

Não que seja um desastre (na verdade até é), mas, em toda sua “sabedoria”, consegue mostrar o quanto se deve ter cuidado quando se pretende “copiar” essa estética saída dos games em um filme. No momento que o primeiro carro passa com a roda em cima de um botão luminoso e “ganha” armas nada mais poderia se safar de tudo aquilo.

Corrida Mortal é uma adaptação do classico cult produzido por Roger Corman nos anos 70, Death Race 2000, agora, transportando para um futuro próximo (já que os 2000 do original chegaram e ninguém sai pela rua atropelando pessoas por esporte… ou saem?) pelo diretor Paul W. S. Anderson, onde um programa de TV homônimo é líder de audiência promovendo corridas de carros entre presidiários do corredor da morte, disputas onde vale tudo para acabar com a concorrência. Bem distante da crítica do original é bom lembrar.

Em primeiro lugar, os já falados botões que “carregam” os carros com traquitanas, em segundo os personagens soltando frases de efeito dentro de seus cockpits, em terceiro os carros “tunados” ao melhor estilo Mad Max e em quarto uma preocupação em colocar uma cacetada de pilotos para serem sacrificados, não te deixa nem prestar atenção em mais nada, só naquela sensação de estar por detrás de um joystick, jogando um video-game de corrida, ruim, ainda por cima.

É verdade que uma quantidade enorme de testosterona transbordando pelo sempre “macho” Jason Stathan, rodeado por uma meia dúzia de beldades em calças apertadas e um verdadeiro banho de sangue em algumas sequencias, vai chamar a atenção do público masculino, que nem vai perceber a besteira na qual está diante. Mas talvez, a tentativa de uma trama um pouco mais elaborada seja realmente o grande inimigo de Corrida Mortal, que, sem ela, provavelmente pudesse ser encarado como uma grande brincadeira violente e divertida para meninos.


Death Race (EUA 2008), escrito e dirigido por Paul W. S. Anderson, com Jason Stathan, Joan Allen, Ian McShane e Tyrese Gibson.


Outros artigos interessantes:

1 Comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *