Academia apresenta mudanças no Oscar


Como é comum todo ano depois daquela famosa premiação promovida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, os famosos “velhinhos do Oscar” (que não são velhinhos, mas é mais legal assim) se reúnem e adaptam algumas regras para o “novo mundo”.

Na maioria das vezes é coisa bem pequena e passa despercebida quando eles só querem realmente adaptar algo que “ficou faltando”, em outras oportunidades, como ano passado, a polêmica foi tão grande (envolvendo uma “categoria popular”) que, para muitos, foi o começo de toda a bagunça que culminou em um Oscar sem apresentador e que queria tirar premiações de sua transmissão ao vivo.

Para sorte de todos, esse ano tudo parece mais tranquilo.

A primeira delas, e que deve ser a mais “sentida” é a mudança do nome da categoria de Melhor Filme Estrangeiro. No original “Foreign Language Filme” (“de Linga Estrangeira”), agora passará a se chamar “International Feature Film”, que não precisa de muita tradução.

De acordo com os responsáveis pela categoria, Larry Karaszewski e Diane Weyermann, “foi notado que a referência ‘estrangeiro’ estava fora de sintonia com a comunidade global de cineastas”, e completaram: “acreditamos que o novo nome represente melhor a categoria e promova uma visão mais positiva e inclusiva dos cineastas e do próprio cinema como uma experiência universal”

É preciso lembrar também que a mudança de nome não muda nenhuma outra regra da categoria. Os filmes elegíveis continuam tendo que ser produzidos fora dos Estados Unidos, com língua predominante não inglês, podendo ser animações ou documentários também e com apenas uma produção podendo ser selecionada por cada país.

Ainda no novo “Melhor Filme Internacional” a lista de pré-indicados agora passa a ter 10 produções, ao invés de sete.

Outra categoria que sofre mudanças é a de Melhor Animação, agora não mais necessitando do lançamento de oito produções no calendário dos Estados Unidos para ser “ativada”. A outra mudança diz respeito aos votantes, mais precisamente os profissionais da categoria, que agora estão automaticamente aptos a votar, fazendo apenas com que os de fora da categoria tenham que “se inscrever” para a fase de indicações.

Já Melhor Maquiagem e Penteado agora passa a ter cinco indicados, ao invés de três, enquanto sua lista de pré-indicados sobre de sete para 10.

Por fim, entre as mudanças, as categorias de curtas-metragens (live action e animação), agora terão a opção de se tornarem “qualificáveis” tanto em cinemas de Nova York, quanto Los Angeles.

Mas você pode estar se perguntando: “E os serviços de estreaming?” (na verdade você deve ter pensado “e a Netflix?” e a gente te entende!).

Na verdade houve sim uma votação sobre o assunto e a chamada “Regra Dois” continuará valendo para o 92° Oscar. A regra diz respeito ao filme ter um mínimo de sete dias de exibição em cinemas comerciais em Los Angeles, com pelo menos três sessões por dia para público pagante. Além disso, produções que forem lançadas em mídias que não seja o cinema (propriamente dito, como estrutura) depois do primeiro dia de estreia em Los Angeles, continua se qualificando para elegibilidade.

Resumindo, tudo continua como está e os serviçõs de streaming poderão continuar a concorrer ao Oscar. “Nos continuamos promovendo a experiência total do cinema dentro da sala de cinema e isso sempre é levado em conta em nossas discussões”, afirmou o Presidente da Academia, John Bailey, e reiterou: “Nossa regras continuam obrigando a produção a ser exibida em salas de cinema”. “Planejamos nos aprofundar e entender as mudanças que ocorrem na industria e continuar a discutir isso com nossos membros” completou Bailey enquanto mantinha a esperança dos cineastas que continuam nessa briga contra os filmes lançados em plataformas digitais.

Portanto, bem vindos à corrida do Oscar 2020!

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